Paixão Arde, Desejo Trai

Mostra de Poemas Comentados de Ibernise

Meu Diário
26/08/2013 12h53
Para Aline'

 

Nasce criança, a minha criança.
Sendo milagre de uma semente
Tornou-se vida onde era esperança
Um sonho em um desejo somente...

Continuação de mim, de ti, carente,
Choro e riso que o aconchego alcança
Nasce criança, a minha criança.
Sendo milagre de uma semente...

Privilégio da criação na aliança
Entre seres, a recriação de seus entes.
Barco que flui num rio de confiança
Na atitude que educa, na fé que sente
Nasce criança, a minha criança...

In: 'Para Aline' Rondel de Ibernise, em homenagem ao nascimento de sua neta.
Barcelos (Portugal), 06MAI2012.

Publicado por Ibernise em 26/08/2013 às 12h53
Copyright © 2013. Todos os direitos reservados.
Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor.
 
06/06/2013 21h21
Missão Mais Amar

Linda menina Raryka Lielly chegou
É minha bisneta mui amada menina
Terna tão grande surpresa brotou
Herança maior que recriando ensina

Faces rosadas, expressão particular
Que tenhas uma existência abençoada
E quando teu tudo for tudo, ou nada
Dês tempo ao tempo para recomeçar

Que a paixão esteja nos teus quereres
E os teus quereres tenham muito a dar
Que te encontres com todos os seres
Do céu à terra e entre eles muito amar

In: 'Missão Mais Amar' poema de Ibernise.

Homenagem a sua primeira bisneta Raryka Lielly.
Barcelos/Portugal 24JUN2012

 

............

 

 

...............

Aos meus bebês que estão a chegar...
Um reedição de minha vida a compartilhar
Tantos sonhos que vejo a se concretizar
Mas o que é o concreto,
Senão matéria a se energizar?
Filhos, netos e bisnetos e eu a me renovar.


Publicado por Ibernise em 06/06/2013 às 21h21
Copyright © 2013. Todos os direitos reservados.
Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor.
 
06/06/2013 20h20
BlogTok no Ano Cultural - Eventos Barcelos (ABR a JUN2013)

BlogTok no Ano Cultural - Eventos Barcelos (ABR a JUN2013)


BlogTok.com (http://www.blogtok.com/) inicia os eventos comemorativos do Ano Cultural Brasil/Portugal-2013 a partir de seu projeto social na vertente cultural da poesia no mundo trabalhando 'As Antologias Poéticas'. Nos 'Ciclos de poesia BlogTok'. O grande portal na Internet - assume amplitude de associação cultural e lançou em 2010 a Antologia '7 Pecados' (http://7pecados.blogtok.com/). Agora dando continuidade a este trabalho se propõe a editar a Antologia '7 Virtudes' (http://7virtudes.blogtok.com/ e a seguir fechando os Ciclos de poesia a Antologia ' A Magia dos Sete'. As '7 Virtudes' em 2012, foi a base do seu trabalho de intercâmbio cultural entre Brasil e Portugal, quando lançou a Revista '7 Virtudes - BlogTok' (https://www.facebook.com/media/set/?set=a.4271694996629.2180416.1413775608&type=3) na Feira do Livro de Barcelos (http://www.youtube.com/watch?v=Qn8oW0ZX7HE&feature=youtube_gdata_player), como resultado do trabalho coletivo, entre poetas de Barcelos e do Brasil no I Festival de Poesia Didática de Barcelos (https://www.facebook.com/IFestivalDePoesiaDidactica?ref=hl), A Coroa de Sonetos 'O Galo de Barcelos' (https://www.facebook.com/notes/i-festival-de-poesia-didáctica/coroa-de-15-sonetos-o-galo-de-barcelos-versão-final-08jun2012/478937958787346) que é parte da antologia '7 Virtudes' na categoria 'Justiça'. Agora nos eventos do ano cultural teremos o lançamento de mais uma antologia, mais o livro resultante do festival. O Livro ' O Galo de Barcelos' terá a participação especial do artista plástico Eduardo Faria, barcelence que cedeu os direitos das imagens para ilustração na sua série temática 'O Galo de Barcelos'. Este trabalho em 2012 reuniu além de poetas, artistas da fotografia, da pintura, escultura, da música e do teatro, no I Festival de Poesia Didática. Este trabalho tem promovido as raízes culturais entre os dois países irmãos, é o abraço luso brasileiro que insiste em ser uno apesar de um oceano, que justifica a Odisseia que é a vida, numa eterna luta 'a volta para casa'. Povos de Fé, povos de abraçar, povos que integram a frátria lusa. Sejam bem vindos a mais esta festa cultural em Barcelos, ' O Jardim do Minho'. BlogTok & Ano Cultural (Portugal no Brasil e Brasil em Portugal) - Eventos Barcelos (ABR a JUN2013) .

 

 

 

 


Publicado por Ibernise em 06/06/2013 às 20h20
Copyright © 2013. Todos os direitos reservados.
Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor.
 
29/05/2010 20h29
Prefácios para Ibernise




Prefácios para Ibernise


No Livro Caminhos e Descaminhos do Ser:
Prefácio de José Alberto Valente

PREFÁCIO

A tarefa de um prefácio é invariavelmente um exercício árduo de escrita na exacta noção que se tem que algures alguém vai tentar comparar os estilos, e na ausência de paralelismos indagar-se-á da razão e motivação de alguém (como eu) que sem história e sem obra se mete em trabalho desta monta. Com a Ibernise cultivo um sentimento de profundo respeito, pela sua obra e pelo seu exemplo de vida e humanismo e mais tarde depois de trocarmos idéias o respeito transformou-se em amizade e quiçá intimidade. Quando a Ibernise me convidou para prefaciar este livro fiquei relutante não por medo mas pela elevada estatura moral que a sua práxis de vida nos inspira e a quem com ela priva:

Feno que alimenta o estio,
Torta de erva não ceifada,
 Agora é tarde, jaz no vazio...
Vai ser adubo ou forragem...

A Ibernise insistiu em ser semente, em ser árvore de vida... Neste livro que nos apresenta a autora convida-nos a uma viajem cujo meio de locomoção varia entre as asas da fantasia e a dura realidade do Brasil e do mundo. Ibernise mete mãos à obra e como a camponesa unta as mãos de saliva e agarra o cabo da enxada vergastando a terra dura, mas sempre agradecida por ter essa terra e embora lhe reconheça por vezes a ingratidão não desiste de a labutar e transformar, de a conciliar e com ela se tornar una.

A viagem que encetamos ao ler a sua obra é tão grande quanto o conhecimento que possamos ter dela. Poderá começar nos idos anos do seu décimo terceiro aniversário quando a arrancaram à sua condição de menina moça e a forçaram a ser mulher adulta antes do tempo. Mas se não conhecemos a história podemos entranhá-la no sugestivo deambular da guerreira que se esconde por trás do seu olhar doce:

Não basta me conhecer,
Mas através de outro, ser...
Não conta só a pessoa
Este é o brado que soa...

Ibernise fala-nos da sua revolta, fala-nos das convenções escritas que rasgou, nos caminhos e descaminhos do ser vividos na primeira pessoa. Fala e olha-nos nos olhos sem desviar, mostra-nos disfarçada por versos singelos o gume da sua pena:

E quando falta força física
Praticam sua auto superação
Para as mães bênçãos explícitas
Lucidez, dignidade e mais afeição.

Nesta viagem Ibernise é anfitriã e cicerone, franqueia-nos a entrada de par em par e explica-nos o mote dos seus versos em ilustrações narrativas de grande alcance cultural e filosófico: “O mundo numa aparente baderna se eterniza, no todo conservado. Poeira cósmica gerou vida, que gera poeira cósmica, ‘ad infinitum’ Isto é pura harmonia. É lição velada, que promove a humildade no efémero, verdade e
Fé no Supremo.”.

Não precisamos concordar com ela, não é isso que se pretende, ela quer tão-somente que pensemos e interiorizemos o que ela nos dá a ver da janela da sua alma. O cunho político e inconformista são traça constante da sua obra:

Na má distribuição de renda
 Injustiça social na pendenga.
Como farinha de um saco só
Amarra a todos no mesmo nó...

Munida de um profundo conhecimento do Brasil real e profundo a autora faz alarde da sua consciência social, retira-nos da modorra cinzenta com que decoramos os nossos dias e faz-nos debruçar sobre o real em que tropeçamos diariamente sem lhe fazer caso:

Há muito risco hoje em dia
Pois tem até em drogaria,
Drogas, para viciar o são...
A solução? Dar educação...

Ou ainda:

Povo querido, que vive quase à margem,
Para eles desenvolvimento é miragem...
A seca, que os acedia, leva ao êxodo rural,
Inchaço nas cidades, problema nacional...

E o que dizer da mulher “self made woman”, mãe de família, esposa e avó. Que dizer da ternura de quem exibe orgulhosamente a sua genealogia passada e futura, que dizer da mulher-menina que se descobre entremeada nas enormes responsabilidades que a sua condição profissional lhe conferem:

Aquela avezinha linda
Eles aprenderam a amar...
Ficou forte, coloriu as penas E...
Voltou pra flores beijar...

Porque Ibernise revela-nos os problemas mas sintetiza a solução, que está ali aos nossos olhos mas ninguém quer ver. Dá-nos a educação como solução e a família como responsável primeiro e ultimo de conferir à humanidade essa componente educativa e social como fonte e meio de bem-estar:

Aprenderás, no limiar do futuro desconhecido,
Valores básicos que a família proclama...
E assim, terás finalmente amadurecido

A Ibernise é esta mulher completa, poetisa que encarna o verso como forma de vida, camponesa que lavra a palavra como cultiva a Terra. Tem uma empatia empírica com a palavra da mesma forma que os seus antepassados tinham com a terra una e indivisível do ser humano. Não é a terra que faz parte do ser, é o ser que faz parte da terra. Se a terra é poesia como a cantamos ela é a trovadora desse devir perpétuo e imemorial porque todas as palavras rimam ainda que não acabem com as mesmas letras, todas as palavras rimam, ainda que falemos línguas diferentes porque poesia é amar. Amar, amar sem fim... É essa a viagem eterna a que o(a) leitor(a) está convidado(a).

José Alberto Valente
Poeta Português
 Braga (Portugal)


Publicado por Ibernise em 29/05/2010 às 20h29
Copyright © 2010. Todos os direitos reservados.
Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor.
 
31/03/2010 21h28
SOFIA (VISTA POR IBERNISE) Artigo Publicado em 'A Seda das Palavras', Um Grato Presente de Amigo.


SOFIA (VISTA POR IBERNISE)


1.
À medida que o tempo humedecia,

crescia entre a areia do pecado,

cálida na substância e na idade.

Fez-se mulher: sumo de romã

em taça fria.


2.
Sacudiu graciosamente os ombros,

abotoou, lasciva, o último botão,

pegou na sacola, cingiu o corpete,

e partiu naquele dia, como nos demais,

mas jamais apareceria,

Sofia.


arfemo


Comentário de Ibernise para Arlindo Pato Mota, Publicado: 16/03/2010 00:20  Atualizado: 17/03/2010 00:13

Olá Arlindo.

Poema cadenciado num ritmo sugerido pelas rimas internas, produzindo um efeito sonoro especial, durante a declamação. Uma construção q envolve o simples numa complexidade q se expande exponencialmente.

São várias as vertentes para serem exploradas num poema riquíssimo como este, mas vou avaliar a questão da dádiva…

Sofia parece ser muito dadivosa… Mesmo se considerarmos as questões filosóficas.

Faço este destaque considerando q este excerto é cerne, que promove o entendimento das atitudes de sofia, intencionais e manifestas:

'… cálida na substância e na idade.

Fez-se mulher: sumo de romã

em taça fria.'

A beleza lasciva chamando atenção ao último botão é de uma singeleza sem par. Uma imagem que fica… Uma mulher a abotoar o ultimo botão… Tem muito de tudo e de nada.

No entanto aq realçando apenas a dádiva…
Os botões lembram um final, podendo lembrar uma desistência em pleno interlúdio amoroso.

O q se dá a alguém q muito quer mas às vezes n sabe receber. E assim, a graça da dádiva se torna a mácula da entrega… Mas isto n nos deve impedir de sermos generosos… Como saber antes de entregar algo, se alguém vai ou n saber receber?

Sofia desaparece… Um desaparecimento q pode n ser… Sugere q poderia ser uma mudança de atitude, e como tal, crescimento implica num renascer onde o antigo ser 'deixa de ser'… Pra aparecer renascido em novas atitudes, é …

Mesmo entendendo que mais vale acreditar na riqueza da dádiva do que se recusar a acreditar no amor de quem irá recebe-la, penso que é isso q todas as sofias, em algum momento da vida, precisam avaliar, nas suas escolhas.

Ainda q seja necessário se tornarem uma nova pessoa, desaparecendo, enquanto renascem de cada experiência… Momento duro de incorporar, mas necessário p escrever uma nova história, começando pelas suas próprias…

É um grande prazer Arlindo estar aqui neste contato, sempre de perto.

Parabéns, eu recomendo

Beijos


Ibernise.


(*)IBERNISE, credenciada poeta brasileira, companheira do site Luso-Poemas, tem prodigalizado alguns poemas aí publicados, com comentários que são verdadeiras análises literárias, caso singular de atitude pedagógica e de amizade, que por raro e notável, não gostaria de deixar sem um registo aqui, no Seda das Palavras, com um profundo gesto de agradecimento e de carinho. arlindo pato mota

sábado, 20 de Março de 2010

Para ler este artigo na origem clique neste link:
http//asedadaspalavras.blogspot.com



Arlindo Pato Mota (arfemo) é poeta e escritor português.

Palavras de Arlindo em autoapresentação de sua proposta literária,( citação de um extrato de comentário do escritor):

'Há uns anos, guardei para a poesia toda a minha liberdade e interioridade: daí nasceu a Seda das Palavras (livro esse de onde expurguei todos os poemas militantes de livros anteriores e explorei dois continentes aparentemente antagónicos: a emoção e a reflexão: fiquei assim com a poesia e a filosofia, abraçadas, gémeas na forma como as sentia e reflectia)... mantive na crónica e no ensaio a minha matriz (contracorrente eu sei, mas pelo menos tento fazer o melhor possível, sem demagogia nem lugar comum. Se o consigo, de mim depende apenas o tentar!).'

 Arlindo professa em sua poética um estilo próprio. Preza o incentivo a troca de idéias, nas 'conversas' que mantém com seus leitores, que interagem com sua poesia de uma forma especial, carinhosa e participativa. Um exemplo de que a poesia se consolida na vida e nas relações humanas se constroie e reconstroe.

Aqui deixo expressa minha gratidão a este amigo querido.

Parabéns Arlindo, e muito obrigada sempre pela companhia através das nuances dos versos e consequentemente das palavras.

 Ibernise
Indiara (Goiás/Brasil), 31.03.2010.


 


Publicado por Ibernise em 31/03/2010 às 21h28
Copyright © 2010. Todos os direitos reservados.
Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor.



Página 2 de 10 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 [«anterior] [próxima»]

Site do Escritor criado por Recanto das Letras